CONTÉM SPOILERS
Muito bem, lá vem mais uma resenha dos maravilhosos livros do John Green! E um livro que já faz um tempinho que eu li, mas acho que consigo escrever bem sobre sua história - ou espero.
O Teorema Katherine, usualmente, é lido logo após de você ler A Culpa é Das Estrelas e se apaixonar completamente pela história e querer conhecer mais do autor. E, na minha humilde opinião, é exatamente por isso que as pessoas se decepcionam um pouco com essa história. Leem achando que terá o mesmo choque que você tem quando lê A Culpa é Das Estrelas. Mas não, é uma história COMPLETAMENTE diferente, e é óbvio que se comparada uma obra a outra, O Teorema Katherine ficará no chinelo. E sem falar que quando você compara, se torna difícil ver a beleza ou a mensagem que há ali.
O livro conta a história de Colin, um menino prodígio ÓTIMO em anagramas. Sério, ele é tão bom que te faz ter vontade de ser bom nisso também, porque... Cara, de uma mesma palavra sai outra completamente sensacional! Mas enfim, ele é fissurado em Katherines. Todas as garotas com quem ele se envolve tem essa mesma grafia. Já foram dezenove. Outra coisa que o jovem rapaz é fissurado é em ser alguém para o mundo. Ele acha que tem que marcar algo na história, ser importante para todos, não um mero ser humano, afinal, ele é um garoto prodígio! E inclusive ganhou um programa sobre isso quando criança. Ele tem um melhor amigo, Hassan, um libanês gordinho, que não quer ir para a faculdade e é muito engraçado. Meu personagem preferido no livro, afinal de contas. Dei muita risada com ele falando sobre o seu fugging Rojão. Aliás, fugging é uma palavra bem constante no vocabulário de Hassan e Colin, leia o livro e descubra o por que, e o que significa (meio óbvio, mas ok). Eles também usam o Badalhoca, que é um código que quer dizer "Para, você tá enchendo meu saco". E acho que isso faz com que a amizade deles nos cative. Ele surge quando Colin está numa crise depressiva por a. A décima nona Katherine ter terminado com ele (algo bem comum) e b. ele não ter a miníma ideia de como ser alguém. Hassan, propõe uma viagem para ele parar de pensar sobre isso e ficar triste, tudo o que um bom amigo quer para você e ambos saem em viagem no Rabecão do Satã, o carro de Colin, sem destino certo. No meio da viagem, Colin se sente atraído por uma nowhertown, chamada Gutshot, por que o Arquiduque Franscico Ferdinando está enterrado lá. Esse Arquiduque foi quem basicamente desencadeou a primeira guerra mundial, e bem, Colin fica meio "WHAT THE FUCK THIS GUY IS DOING HERE?", e você também fica, se você sabe e gosta de história (como eu, rs). Chegando lá, ele encontra Lindsay, uma garota com um sotaque engraçado que os guia até o túmulo. É bem previsível o que vai acontecer com essa parte do livro (ele ficar com ela e quebrar o ciclo Katherine), mas mesmo assim, você continua lendo. Ela namora com um Colin também, e Hassan dá apelidos bem engraçados para OOC (O Outro Colin) e os amigos dele: JAD (Jeans Apertado Demais) e BMT (Baixinho Mascando Tabaco). Minha parte preferida do livro é quando todos eles vão caçar e acontece muita coisa errada, inclusive uma traição do OOC, o que abre caminho para Colin e Lindsay ficarem juntos.
Ah, quase me esqueci de falar... nessa viagem, Colin começa a desenvolver um teorema que prevê os fins de relacionamentos, com base nos dois tipos de pessoa que existe no mundo: Os terminantes e os terminados. Tem bastante coisa de matemática no livro, umas curvas, fórmulas (inclusive uma enorme que quando você vê assusta), mas você não precisa entender de números para entender o livro, a prova viva sou eu!
A história parece não atirar para lugar nenhum, na verdade, mas na verdade atira e vai em direção ao choque entre ser famoso vs. ser importante. Isso te mostra a diferença entre ambos, e é algo que quase ninguém percebe. Para ser famoso, você precisa que pessoas te conheçam, e fim. Ser importante já é mais complexo, e você não precisa ser famoso para ser importante. Algumas pessoas simplesmente bastam para isso.
No fim, ele acaba conseguindo "concluir" o teorema, mas não como forma de previsão, porque ele aprende com Lindsay que não se pode descobrir o futuro com contas matemáticas, e que elas só funcionam com o passado, que explique o por que de tal coisa ter acontecido, e o futuro nas palavras do livro, não precisa fazer fugging sentido! Colin conclui outra coisa também, e cá estão suas palavras:
Porque, tipo, digamos que eu conte a alguém da minha caça ao javali. Mesmo sendo uma história boba, o ato de contá-la gera uma mudança pequenina na outra pessoa, da mesma forma que viver a história causou uma mudança em mim. Infinitesimal. E essa mudança infinitesimal se propaga em ondas - sempre pequenas, mas duradouras. Eu serei esquecido, mas as histórias ficarão. Então, nós todos somos importantes - talvez menos do que muito, mas sempre mais que nada.
Infelizmente não consigo pensar em música nenhuma para momento nenhum. Nem para o primeiro beijo entre os dois. O silêncio imaginado na cena torna tudo muito... Bom, como a história do livro!

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